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As células neoplásicas produzem e liberam na corrente sangüínea substâncias peculiares ao seu fenótipo, denominadas genericamente de "marcadores tumorais". Elas podem ser evidenciadas com exames imunológicos por meio de métodos imunológicos in vitro que permitem sua detecção a partir de 106 células.
O marcador tumoral ideal, deve ter relação direta com o processo maligno, correlacionar-se com a massa tumoral, permitir a caracterização do tipo, localização e estagiamento do tumor e ainda permitir uma avaliação prognóstica.
Abaixo, as especificações de cada Marcador Tumoral:
Além da detecção e monitoração de gravidez, pode ser utilizado em pacientes com carcinomas teratogênicos e com tumores trofoblásticos. Ocasionalmente, a produção ectópica de HCG ocorre nos carcinomas gastrointestinais, urogenitais, brônquicos, mamários e em linfomas.
Sua dosagem durante a gravidez permite detectar possíveis anomalias pré-natais; pode auxiliar no diagnóstico e monitoração de pacientes com tumores hepáticos ou de células germinativas dos testículos ou ovários.
Eleva-se no soro de pacientes com doenças auto-imunes (LES, AR e Síndrome de Sjögrens) ou linfoproliferativas (mieloma múltiplo, linfomas), quando guarda relação com o tamanho do tumor e com o prognóstico. Em pacientes infectados pelo HIV é um importante indicador da progressão da doença. Havendo redução na taxa de filtração glomerular (ex.: hemodiálise, transplante renal), observa-se um aumento da sua concentração sérica. Dosada na urina, apresenta-se aumentada quando há disfunção do segmento proximal do néfron (ex: envenenamento por metais pesados, por uso de citostáticos ou de antibióticos aminoglicosídeos).
Está aumentado em tumores malígnos de pâncreas, estômago, colo, hepatobiliares, pulmão, ovário e tireóide. No carcinoma gastrointestinal possibilita o diagnóstico diferencial de algumas enfermidades pancreáticas e a avaliação de ressecção do tumor ou sua recorrência.
Indicado na monitoração de pacientes com tumores ovarianos endometriais, endocervicais e de trompa de Falópio. Níveis séricos elevados são encontrados em doenças malígnas, como o câncer de mama e de pulmão e em algumas doenças benignas (pancreatite, peritonite e cirrose hepática).
Fornece valiosas informações auxiliares no acompanhamento dos pacientes e na avaliação do tratamento, tornando-se um fator prognóstico da doença malígna conhecida. Numerosos estudos demonstram a importância do CEA nos carcinomas de colo, reto, estômago, mama e pulmão.
Concentrações elevadas de NSE são encontradas em crianças portadoras de neuroblastoma. Apresenta uma boa correlação com a resposta à quimioterapia ou à irradiação em pacientes com câncer de células pequenas do pulmão.
Está aumentada na doença de Hodgkin, nos carcinomas de colo e reto, em tumores testiculares, prostáticos e hepáticos, nas leucoses agudas e no mieloma múltiplo, servindo para monitorar a evolução da doença. É de especial importância quando combinada à dosagem da Alfa Feto Proteína (AFP).
Antígeno encontrado no carcinoma de mama, está associado aos glóbulos de gordura do leite humano e a antígenos de menbrana das células neoplásicas mamárias com metástase hepática. Sua utilidade clínica está no controle evolutivo da doença, na determinação de metástases e na monitoração de terapia. Valores levemente aumentados são observados também, em carcinomas genitais, de colo, reto e pulmonares.
Associado ao carcinoma de estômago possui uma especificidade de 100%, sendo sua sensibilidade maior no diagnóstico primário. Encontramos também, valores aumentados nos carcinomas ovariano e brônquico.
Possui percentuais de positividade mais freqüentes no carcinoma de colo, de mama, de pulmão e de útero. Sua maior importância está na observação de poucos falso-positivos.
Presente nos carcinomas de células escamosas do colo uterino, com uma sensibilidade de 83% e especificidade de 95%, pode ser encontrado também no pulmão (sensibilidade de 25-75%) e na boca, mandíbula e rosto (35%).
A "citoqueratina-19" é particularmente abundante no câncer de células pequenas do pulmão. No adenocarcinoma pulmonar, quando associado a dosagem do CEA, apresenta um aumento de sensibilidade de 10%. Presente em neoplasia malígna de "grandes células" pulmonares e em carcinomas das células escamosas do pulmão.
A expressão sorológica de CA 242, em paciente com câncer pancreático, é similar à obtida com marcadores CA 19-9 e CA 50. Uma das maiores vantagens clínicas deste marcador é a observação de baixa freqüência de valores elevados em doenças benignas.
Associado ao câncer de mama, eleva-se no curso de sua atividade metastática. Auxilia a avaliação da resposta ao tratamento, no prognóstico e no diagnóstico de pacientes sintomáticos, constituindo um sinal de progressão da doença.
Principal marcador do câncer medular de tireóide, no diagnóstico precoce em grupos de alto risco (incidência familiar de câncer medular de tireóide e neoplasias endócrinas múltiplas). O aumento de sua concentração pode indicar metástases ou recorrência. Presente também em tumores malígnos do trato digestivo e pancreático.
Presente no câncer de tireóide diferenciado. Sua dosagem é indicada principalmente para monitoração da tireoidectomia - altas concentrações de tireoglobulina indicam resseção incompleta. Deve ser utilizado associado a uma dosagem de anticorpos antitireoglobulina.
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